e d i v a l   p e r r i n i
"Poemas do Amor Presente bem exprime a sua sensibilidade e a sua visão humanística do mundo".
(Carlos Drummond de Andrade).

“Edival Perrini é poeta/louco. Refugia-se entre os que levam a mente na contra-mão, sentindo a indigesta situação dos que são e não são. Desliza pelos deslizes da mente humana, contando a si mesmo porque de si mesmo é diverso.
Um único tema, a vida, a vida toda”.
(Adélia Maria Lopes in Olhos de Quitanda)

“O feitiço de seus versos transfigurou minha visão do mundo, tão ensombrada e assombrada. A pura poesia de Pomar de Águas levou-me para o seu universo de contínuas invenções, saciou minha sede de beleza”.
(Helena Kolody).

“Edival Perrini bem suspeita onde a vida freme. E bem suspeita o lugar da poesia”.
(Manoel de Barros, sobre Pomar de Águas).

“Penso, salvo melhor juízo, que se trata do melhor livro do Perrini. Vislumbro nele a maturidade criadora do poeta”.
(João Manuel Simões, sobre Pomar de Águas).

Pomar de Águas mostra a caminhada amadurecida do poeta pelo reino das palavras”.
  (José Mendonça Teles)

Muito consciente: é importante o Poeta saber o que diz, muitas vezes, sem saber, exatamente, o que diz. Há muito tempo não tenho visto Poesia como a do Perrini, tão boa, tão autenticamente Poesia: pelo amor de Deus, graças a Deus.
(Leopoldo Scherner in Pomar de Águas).

“Gostei do seu domínio do verso, a contensão, a mó que se entretece entre as imagens. Algo de chuva, grão, âncora, casulo nos poemas e beleza como esta: “respiro a cerração/ das nuvens que dormiram com você”.
(Carlos Nejar sobre “Pomar de Águas”).

“O Perrini combina a elaboração de paralelismos, ecos, e jogos verbais, com metáforas líricas da natureza, a floresta, o mar, os pássaros, para desvendar, reflexivamente e poeticamente, os caminhos humanos e as sensualidades”.
(Reinoldo Atem in Diverso).

“Em Diverso, valores de vitalidade impõe-se de modo claro no universo poético que os textos selecionados configuram. Assim sendo, motivos retirados da natureza e da anatomia feminina são focalizados com evidente ternura e sensualidade...”
(Édison José da Costa).

“Feiticeiro inventor, Edival Perrini cria prodígios poéticos e nunca se repete. Cada livro é único.
Em Armazém de Ecos e Achados, Perrini parte dos vocábulos tradicionais e nos leva, de surpresa, para uma conotação nova, sábia e original.
São poemas mínimos, plenos de magia poética e de filosofia existencial".
(Helena Kolody, poeta, Paraná).

“Seu livro Armazém de Ecos e Achados me encheu os olhos de emoção, a começar pelo belo prefácio de Édison José da Costa. É poesia pura do começo ao fim. Sua poesia vem em vôo rasante: aterrisa no aeroporto de nossos olhos e nos deixa despupilados, de tanta beleza plástica espraiada na linguagem das palavras”.
(José Mendonça Teles, poeta, Goiás).

“Desde o primeiro momento, Armazém de Ecos e Achados está em minha cabeceira, do qual retiro em gotas, a cada noite, um precioso néctar. As palavras são poucas, parece, mas caem certeiras. Aos poucos, também elas se revelam. É um livro para ser lido por quem se despoja do tempo e das circunstâncias. Nele, o poeta se mostra aguçado e sutil, como é de seu estilo sempre sóbrio, delicado e profundo. Mas, pela concisão, parece haver um salto em sua poesia: a concentração do arqueiro que consegue acertar o alvo”.
(Walter Trinca, psicanalista e escritor, São Paulo).

“Há no recesso de Armazém de Ecos e Achados um jogo sutil de palavra e silêncio, uma bela aliança entre o humano e o cósmico. É admirável a celebração que Edival Perrini faz em torno dos elementos pré-socráticos e louvo com entusiasmo a paráfrase do salmo de David ao fim do livro. A capa com os traços de Poty e sua ambígua textura, entre pano cru e madeira envernizada, embrulha com originalidade e bom gosto a surpresa dos versos”.
(Astrid Cabral, poeta, Rio de Janeiro)

“Armazém de Ecos e Achados” de Edival Perrini oferece ao leitor o prazer da leitura, ou, em suas palavras, o gozo. Edival Perrini tem uma capacidade para criar imagens como poucos poetas contemporâneos. Elementos inanimados ganham vida graças à sua linguagem poética: “O vento voa telhas// Do sótão das nuvens,/ estrelas pescam o menino.” Forte e aderente imagem me vem à mente com seu “Retrato” em águas alucinadas.
A precisão é outra característica de sua linguagem nestes poemas em que o fogo do amor e da paixão mistura-se milagrosamente com a água que não o apaga: “Cansados de mar,/ pedaços de terra espiam:/ arquipélago”; “A paixão desata/ Sandice das águas/ Cataratas”; O mar/ quando molha tua saia/ fecunda de sereias/ nossa praia”. Sua poética é densa; tem a força da palavra bem escolhida. “Olhos te devoram/ Caminhas/ O sangue do instinto passeia teu olhar”; “Sei-os bem/ como sei em ti meus olhos:/ cheios”; “Apesar de sua induração,/ o ferro,/ renitente e inflexível,/ consente à umidade/ o gozo escarlate da ferrugem.” Nestes poemas em que a beleza da sonoridade domina, o leitor é levado, como a umidade, a viver um gozo escarlate. A completude no amor é líquida... e na poesia, gozosa e devota.
(Cristiane Grando, poeta e doutora em Literatura, USP, São Paulo)