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São Paulo - E l o g i o a o A m o r >
Adélia Prado - C a s a m e n t o > Chico Buarque - F u t u r o s A m a n t e s > Pablo Neruda - P o e m a n ú m e r o 7 > Hilda Hilst - P o e m a I d e D e z C h a m a m e n t o s a o A m i g o > |
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Se te pareço noturna e imperfeita Olha-me de novo. Porque esta noite Olhei-me a mim, como se tu me olhasses. E era como se a água Desejasse Escapar de sua casa que é o rio E deslizando apenas, nem tocar a margem. Te olhei. E há tanto tempo Entendo que sou terra. Há tanto tempo Espero Que o teu corpo de água mais fraterno Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta Olha-me de novo. Com menos altivez. E mais atento. (Hilda Hilst / Poema I de “Dez Chamamentos ao Amigo”
in “Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão”) |