e d i v a l   p e r r i n i
ELOGIO AO AMOR

Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver Amor, sou apenas um bronze que toca ou um sino que soa.

E ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que possua a plenitude da fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver Amor, nada sou.

E ainda que distribua aos pobres todos os meus haveres e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver Amor, tudo isto de nada serve.

O Amor é paciente, o Amor é benigno, o Amor não é invejoso. Não se vangloria, não se infla de orgulho, nada faz de inconveniente, não procura só o próprio interesse, não se irrita, leva em conta as injustiças, mas não se desespera, não se alegra com os erros, mas congratula-se com a verdade.

O Amor desculpa, crê, espera, suporta.

O Amor não desaparece jamais. Quanto às profecias, terão fim; quanto ao dom das línguas, cessará, quanto à ciência, desaparecerá.

Pois que o nosso conhecimento é imperfeito como somos imperfeitos todos os homens.

Mas quando há o Amor, o imperfeito se aperfeiçoa.

Quando eu era criança, falava como criança; o Amor me fez maduro, me desenvolve.

Sem Amor nós olhamos indiretamente, como que através de um espelho; com ele vemos face a face. Sem Amor, nada conhecemos, com ele vemos com a clareza de uma pura água cristalina.

A Fé, a Esperança e o Amor são coisas vitais. Mas a maior de todas, sem nenhuma dúvida, é o Amor.

(Adaptação livre da carta número 13
de São Paulo aos Coríntios / Edival Perrini)