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São Paulo - E l o g i o a o A m o r >
Adélia Prado - C a s a m e n t o > Chico Buarque - F u t u r o s A m a n t e s > Pablo Neruda - P o e m a n ú m e r o 7 > Hilda Hilst - P o e m a I d e D e z C h a m a m e n t o s a o A m i g o > |
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ELOGIO AO AMOR Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver Amor, sou apenas um bronze que toca ou um sino que soa. E ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que possua a plenitude da fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver Amor, nada sou. E ainda que distribua aos pobres todos os meus haveres e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver Amor, tudo isto de nada serve. O Amor é paciente, o Amor é benigno, o Amor não é invejoso. Não se vangloria, não se infla de orgulho, nada faz de inconveniente, não procura só o próprio interesse, não se irrita, leva em conta as injustiças, mas não se desespera, não se alegra com os erros, mas congratula-se com a verdade. O Amor desculpa, crê, espera, suporta. O Amor não desaparece jamais. Quanto às profecias, terão fim; quanto ao dom das línguas, cessará, quanto à ciência, desaparecerá. Pois que o nosso conhecimento é imperfeito como somos imperfeitos todos os homens. Mas quando há o Amor, o imperfeito se aperfeiçoa. Quando eu era criança, falava como criança; o Amor me fez maduro, me desenvolve. Sem Amor nós olhamos indiretamente, como que através de um espelho; com ele vemos face a face. Sem Amor, nada conhecemos, com ele vemos com a clareza de uma pura água cristalina. A Fé, a Esperança e o Amor são coisas vitais. Mas a maior de todas, sem nenhuma dúvida, é o Amor. (Adaptação
livre da carta número 13
de São Paulo aos Coríntios / Edival Perrini) |