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São Paulo - E l o g i o a o A m o r >
Adélia Prado - C a s a m e n t o > Chico Buarque - F u t u r o s A m a n t e s > Pablo Neruda - P o e m a n ú m e r o 7 > Hilda Hilst - P o e m a I d e D e z C h a m a m e n t o s a o A m i g o > |
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FUTUROS AMANTES Não se afobe, não Que nada é pra já. O amor não tem pressa Ele pode esperar Em silêncio Num fundo de armário Na posta restante Milênios, milênios No ar. E quem sabe, então O Rio será Alguma cidade submersa. Os escafandristas virão Explorar sua casa, Seu quarto, suas coisas, Sua alma, desvãos. Sábios em vão Tentarão decifrar O eco de antigas palavras, Fragmentos de cartas, poemas, Mentiras, retratos, Vestígios de estranha civilização. Não se afobe, não, Que nada é pra já. Amores são sempre amáveis. Futuros amantes, quiçá, Se amarão sem saber Com o amor que um dia Deixei pra você. (Futuros Amantes / Chico Buarque / Chico ao Vivo)
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