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São Paulo - E l o g i o a o A m o r >
Adélia Prado - C a s a m e n t o > Chico Buarque - F u t u r o s A m a n t e s > Pablo Neruda - P o e m a n ú m e r o 7 > Hilda Hilst - P o e m a I d e D e z C h a m a m e n t o s a o A m i g o > |
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POEMA NÚMERO 7 Debruçado na tarde lanço a mais triste rede aos teus olhos oceânicos. Nela se estende e arde na mais alta fogueira minha solidão que gira os braços como um náufrago. Faço rubros sinais a teus olhos ausentes que ondulam, como à beira de um farol, o oceano. Guardas apenas trevas, fêmea longínqua e minha. De teu olhar emerge às vezes o litoral do espanto. Debruçado na tarde lanço a mais triste rede a esse mar que sacode os teus olhos oceânicos. Os pássaros noturnos bicam as primeiras estrelas que cintilam como minha alma quando te amo. A noite galopa em sua égua sombria esparramando azuis espigas pelo campo. (Pablo Neruda / “20 Poemas de Amor e uma Canção Desesperada”)
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